Gamificação na Educação corporativa

Gamificação x Resultado: O que Harvad e a Disney estão falando sobre treinamento nas empresas?

Saiu recentemente esse artigo da Harvard Business Review sobre educação chata nas empresas. Quem escreveu foi o Duncan Wardle ex vice-presidente de inovação na The Walt Disney Company.

? Ele diz que 60% dos colaboradores estão interessados em fazer treinamentos para melhorarem as suas habilidades, mas que apenas 43% escolhem fazer isso dentro da empresa, nos programas de educação corporativa.

? O argumento dele é que isso acontece porque os treinamentos são chatos e que pra resolver isso é preciso adicionar criatividade nos treinamentos.

O texto é super válido e eu mesmo falo muito sobre isso (fizemos até vídeo: https://youtu.be/08GD5AoMvP4)

⚠ Recomendo a leitura para quem estiver querendo saber mais sobre como adicionar criatividade nos treinamentos, mas queria fazer uma ressalva importante sobre algo que o autor não cobre: ?????????.

Quando se fala em educação, em geral o foco vai para o engajamento dos alunos. Inclusive essa é a principal métrica que normalmente as empresas medem… aderência (% de aulas assistidas, tempo de conclusão, “nps”, smile sheet, etc)

A questão é que educação não é só sobre isso! Ela é principalmente sobre o resultado prático que os alunos conseguem ter no dia-a-dia.

Quantas vezes você já saiu de uma palestra ou de um curso com muito tesão, super animado, depois de ter dado muita risada, mas depois não conseguiu aplicar aquilo no seu cotidiano?

Aprendizado, por definição, exige esforço psicológico, não dá pra ser só entrenimento. É preciso que o aluno se engaje de verdade, não só em termos de audiência, mas também com mão na massa.

Como disse o poeta: É preciso um pouco de droga (?) e um pouco de salada (?).

Tem que ser divertido e criativo, mas precisa também estar ancorado em boas práticas de ensino-aprendizagem e, mais do que isso, precisa estar conectado com os resultados que você e os participantes querem atingir depois do evento.

Um exemplo das armadilhas do engajamento está no próprio texto: o autor dá a dica de usar gamificação nos treinamentos. ⛔ Cuidado!

Existem estudos de aprendizagem que indicam que a gamificação pode ter o efeito oposto ao desejado, principalmente porque geram sobrecarga cognitiva e dificultam que o estudante consiga dedicar espaço mental para guardar corretamente as informações obtidas no curso.

Isso significa que durante o jogo você fica tão preocupado com as regras do jogo e a interação social que pode acabar não aprendendo nada sobre o assunto do jogo em si.

Essa é só uma das muitas armadilhas que o mundo brilhante do engajamento traz.

Quando for falar de treinamentos, adicione sim criatividade neles, mas não se esqueça de que você está ali pra dar um resultado, que é diferente de engajamento.

Explore nossos artigos e potencialize seu aprendizado

6 Princípios da Educação Corporativa

Ver mais

Versa Educação Reinventa a Capacitação para Colaboradores ‘Desmesados’ nas Empresas

Ver mais

Modelo de Kirckpatrick

Como medir os resultados da Educação Corporativa

Ver mais

Para além dos 4Cs do Onboarding

Ver mais

Descomplicando a Educação Corporativa: Estratégias Práticas e Resultados para os seus treinamentos

Ver mais

Onboarding de novo funcionário: Um Guia com 8 Dicas práticas que você não vai gostar

Ver mais

Não se esqueá de compartilhar esta publicação!